Sergio Moro aceitou o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o Ministro da Justiça do novo governo.

Tão logo a informação foi confirmada, surgiu a nova narrativa esquerdista: a de que “Moro teria condenado Lula para tirá-lo das eleições e foi recompensado por isso”.

Só há um problema com esta narrativa: é falsa. A condenação que tirou Lula das eleições não foi feita por Moro, mas pela segunda instância (TRF-4), de forma unânime (3 a 0), no dia 24 de janeiro deste ano. A última, aliás, foi ainda mais rigorosa do que Moro, elevando a pena de 9 anos e 6 meses de prisão para 12 anos e 1 mês.

É com base na condenação por órgão colegiado (ou seja, pela segunda instância) que a Lei da Ficha Limpa sancionada por Lula (basta ver a assinatura no final da lei) foi aplicada contra Lula.

Cabe lembrar também que Sergio Moro condenou Lula no dia 12 de julho de 2017, quando Jair Bolsonaro sequer possuía um partido para concorrer às eleições.

No mais, ainda que Moro tivesse absolvido Lula na primeira instância, o Ministério Público Federal certamente recorreria da decisão na segunda instância, que poderia revertâ-la.

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