Na última segunda-feira (08), a CNN Brasil levou ao ar uma entrevista com supostos “antifas” feita pelo repórter Renan Fiuza. Você pode acompanhar o vídeo abaixo:

A estranheza gerada pela matéria – que levou o nome de Gugu ao topo das menções do Twitter em memória à entrevista com falsos membros do PCC – nos levou a analisar melhor o vídeo e buscar por pistas sobre o local em que foi feita e, por que não, quem são os “antifas” que aparecem na matéria. E descobrimos o local (atente para as marcações em vermelho)!

 

Primeira pista: no vídeo, o repórter está a caminho do Centro de São Paulo e passa por um posto BR que tem um posto Shell do outro lado da rua. Há raríssimos locais em que há esta coincidência: um posto de gasolina de cada lado da rua.

Analisando o mapa de São Paulo, descobrimos que a rua que ele está descendo é a Manoel Dutra. Eis o Posto Shell por onde ele o repórter passa de carro no começo da reportagem, no cruzamento com a Rua Rui Barbosa:

 

Segunda pista: há outras dicas no caminho do repórter, mas vamos pulá-las por enquanto. A próxima pista está nesta imagem. Uma frase se refere a um movimento bem restrito, e não estamos falando dos “antifas”.

O “straight edge” na blusa do “antifa” ao fundo é um movimento que surgiu no hardcore punk que defende a total abstinência em relação a entorpecentes (tabaco, álcool e drogas ilícitas). Com o tempo, a maioria dos “straight edges” passaram a defender o veganismo (ausência de consumo de carne e derivados de animais). Esta menção a um movimento tão restrito foi fundamental para encontrar o local.

 

Terceira e quarta pistas: voltando ao caminho do repórter, há mais duas pistas, ambas na entrada do jornalista no local. Notem que há uma escada preta e uma cadeira de bar ou restaurante na entrada. Não há muitos locais assim no centro de São Paulo.

Depois, ele sobe outro lance de escadas e é possível ver uma geladeira para bebidas (águas, refrigerantes, cervejas ao fundo). Ou seja: o local é um bar ou restaurante.

 

Quinta pista: um dos nossos seguidores no Twitter (@euleonoites) notou que o repórter menciona que irá a uma “ocupação”. Juntando as informações da localização (perto da Manoel Dutra) e de ser um local que atrai veganos “straight edges”, ele buscou por “ocupação vegana sp” na região. Só há UM local que bate com as pistas: o Restaurante Al Janiah, na Rua Rui Barbosa (aquela que cruza a Manoel Dutra).

 

O “Al Janiah”: fundado por um palestino, o Al Janiah se classifica como um “espaço cultural”. Em uma rápida visita às redes sociais do local é possível ver que o espaço é de extrema-esquerda: há garçons brasileiros usando camisetas do Che Guevara e do Exército Zapatista, eventos socialistas (incluindo um evento do Instituto Lula!) e muita militância. É comum ver nas fotos pessoas usando o lenço do Hamas, grupo terrorista palestino, e o próprio dono menciona o Hamas ao se referir à cozinha do local. Aliás, o proprietário chegou a ser detido pela polícia após o grupo em que ele estava jogar uma bomba caseira contra uma manifestação.

Por “coincidência”, o local convocou seus seguidores nas redes sociais a participar do “ato pró-democracia” do último dia 31 de maio, quando os “antifas” entraram em confronto com a polícia militar:

Instagram do Al Janiah convocando pessoas para o ato “antifa”.

Para completar o pacote, em seu site oficial, o restaurante afirma: “mais da metade do nosso quadro de trabalhadores refugiados da Palestina, da Síria e imigrantes de Cuba, Argélia, militantes antifascistas, nordestinos e sulistas”. Ou seja, o próprio “Al Janiah” admite que emprega “antifas”.

 

Confirmando que o “Al Janiah” é o local que abriga os “antifas”: com 99% de certeza sobre o local, fomos em busca de fotos que nos trouxessem o 1% que restavam. E, claro, encontramos. Primeiro, a escada preta:

E depois, em uma cortesia do Instagram do “Al Janiah” (terceira foto no link), encontramos o exato espaço utilizado pelos “antifas” para dar a entrevista à CNN:

Notem como é exatamente o mesmo local (teto preto, “palquinho” vermelho na parte inferior, janela à esquerda) apresentado na matéria da CNN, que foi apenas coberto pelas bandeiras “antifas”:

 

Conclusão e suspeita: com todas as provas e evidências colhidas, podemos afirmar com 100% de certeza que o Restaurante Al Janiah abriga os “antifas” entrevistados pela CNN.

E fica nossa suspeita: será que eles também são empregados do local? Esta fica para uma provável parte 2 da nossa investigação. 🙂

35 comments
  1. Infelizmente essa turma esquerdista é bem articulada e consegue se apropriar de movimentos legitimos que realmente lutam por direitos. Os movimentos anti-racista, feminista , contra a homofobia, pelos direitos animais sao legitimos, e por outro lado racistas, nazistas, integralistas e outros precisam ser combatidos,

    O problemas esta que estes que se dizem antifascista se comportam como fascistas, e o fazem para a promoção do socialismo, um movimento que deveria ser combatido tanto quanto o nazismo.

    É é piada que todas essas pessoas se reúnam em um restaurante que exalta a ditadura e o terrorismo palestinos. Essas pessoas usam as palavras democracia e fascismo sem refletirem sobre seu significado, ou por pura falta de caráter.

    Mas se não se apropriasse hipocritamente de boas causas o socialismo provavelmente ja estaria extinto, porque a idéia com o um todo é tosca. Essa apropriação é o que garante a sobrevivência da esquerda.

    1. Ué, se ser fascista é crime (segundo a voz na sua cabeça), naturalmente ser socialista deveria ser um crime pior (se considerar como critério o estrago em vidas humanas que os regimes causaram). Ou a moçoila criminaliza o que ela não gosta? seu palpite sobre política é que dita o que deve ser crime ou não? Ah, vá lavar uma louça sua burguesinha autoritária. ANTIFASCISMO é cacoete de burguês degenerado.

    2. E FASCISTA FAZIAM O QUE OS ANTIFASCISTAS FAZEM! Logo hj em dia antifascista é que é crime 😉 Fica a dica!

    3. Só faltou deitar no chão e dar aquele chilique de criancinha quando a mãe nega algo, rs,…..

      Imagino a “maturidade” de uma beócia dessas….

  2. O Editor-chefe da revista Superinteressante, o Senhor Alexandre Versignassi é próximo deste bar, certa vez ele inventou uma fanfic onde este bar seria vítima de um ataque a bomba da polícia, foi solicitado quanto a evidências do que ele afirmava ele disse “quem me falou isso foi uma pessoa de confiança e ela não mentiria”.
    Ora, um jornalista faz alegações extraordinárias com base em um relato pessoal sem quaisquer evidências? que tipo de jornalista é isto? ou seria militante?

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