O vídeo oficial da sessão da Câmara dos Deputados desta quarta-feira (14), em que a criminalização do abuso de autoridade foi aprovada em tempo recorde, deixa claro que o partido do governo, o PSL, fez um acordo para que o projeto fosse aprovado.

No vídeo é possível ver que, no momento em que Rodrigo Maia proclama o resultado do pedido de votação nominal (com 3 horas de sessão) havia, com muita boa vontade, no máximo 27 braços levantados. Era necessário o apoio de 31 deputados para que a votação fosse nominal.

Votação nominal é quando cada deputado é obrigado a votar individualmente e o voto é registrado no painel. Sem o apoio de 31 deputados, a votação foi simbólica: o projeto foi aprovado por aclamação, sem que cada deputado precisasse mostrar seu voto.

Desde o começo da sessão estava claro que Rodrigo Maia desejava aprovar o projeto em tempo recorde. Os requerimentos para adiar e retardar a votação, todos apresentados pelo NOVO, foram rejeitados rapidamente no plenário graças a Maia.

A surpresa foi ver o PSL ajudando Maia com uma súbita “dor de braço”: a bancada do partido tem 53 deputados, mas apenas 5 levantaram a mão pedindo votação nominal.

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