Os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês receberam autorização da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) para fazer testes clínicos com plasma de pacientes que já se recuperaram do novo coronavírus (Covid-19) em doentes em estado grave.

“Se a terapia funcionar como nós estamos esperando, dentro dos parâmetros que nós estamos esperando, ela deve ser útil para evitar que um grande número de pessoas vá para a UTI, justamente aonde está o maior gargalo. Você tem bem menos gargalo, felizmente, na internação comum do que em UTI porque os números de leitos são bem menores. Então, o objetivo da pesquisa, entre outras coisas, é claramente diminuir o número de pacientes que necessitem de suporte de Terapia Intensiva”, disse Luiz Vicente Rizzo, diretor de pesquisa do Hospital Albert Einstein.

Segundo Alessandro Leal, médico oncologista e pesquisador do Albert Einstein, “o soro pode ser administrado de maneira profilática para prevenir a infecção em casos de alto risco como, por exemplo, indivíduos idosos, vulneráveis, pacientes com doenças cardiovasculares e até prestadores de cuidados de saúde com exposição de casos já confirmados de Covid-19. Esse é um tratamento promissor visto que a vacina levará de 12 a 18 meses pra gente obter sucesso”.

O plasma é a parte incolor e líquida do sangue, composta de água, proteínas e anticorpos criados no contato com diversos vírus. Seu uso não é novo na história da medicina. A estratégia já foi usada durante a pandemia de gripe espanhola em 1918.

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