Conheça as diferenças entre as propostas de Bolsonaro e Haddad admineta
Vale a pena conhecer as diferenças entre as propostas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Todas foram retiradas dos planos de governo oficias, disponibilizados no TSE (link no nome dos candidatos), e eventualmente completadas com informações de entrevistas dadas pelos candidatos.

1. Impostos

– Bolsonaro: gradativa redução da carga tributária bruta brasileira (pág 58). – Haddad: criação de imposto sobre exportação (pág 41) e sobre lucros e dividendos (pág 42); reformulação do Imposto Territorial Rural (ITR) para transformá-lo em tributo regulatório de caráter progressivo no tempo (pág 56).

2. Imprensa

– Bolsonaro: contra qualquer regulação ou controle social de mídia (pág 7). – Haddad: a favor da regulação da mídia e da restauração do projeto da Empresa Brasileira de Comunicação – a EBC (pág 16).

3. Justiça e Lava Jato

– Bolsonaro: a justiça não deve ter interferências políticas (pág 15). – Haddad: o sistema de justiça deve ser reformado para impedir abusos e reduzir o poder de investigação do Ministério Público Federal (pág 6 e 15).

4. Segurança

– Bolsonaro: tolerância zero com o crime (pág 10) e redução da maioridade penal (pág 32). – Haddad: avançar no debate sobre a militarização das polícias (pág 31) e iluminar as cidades com lâmpadas de LED (pág 54).

5. Ministérios

– Bolsonaro: reduzir os 29 ministérios existentes atualmente (pág 17) para no máximo 15 (entrevista). – Haddad: criar 2 novos ministérios, o de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e para Promoção da Igualdade Racial; e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) somado ao Ministério da Aquicultura e Pesca (págs 19, 20 e 55).

6. Ditaduras Socialistas

– Bolsonaro: deixar de louvar ditaduras assassinas socialistas (pág 79). – Haddad: fortalecer o Mercosul e a União das Nações da Sul-americanas– Unasul e consolidar a construção da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos – CELAC (pág 11). O problema da Venezuela é a oposição (entrevista).

7. Agronegócio

– Bolsonaro: segurança no campo, solução para a questão agrária, políticas para consolidar o mercado interno, abertura de novos mercados externos  e melhoria da logística de transporte e armazenamento (pág 69). – Haddad: regulação do agronegócio para limitar a expansão territorial da agricultura de escala. Implantação de uma reforma agrária com regularização fundiária de terrotórios invadidos e demarcação de mais terras indígenas (pág 56).

8. Constituição

– Bolsonaro: respeito e obediência à Constituição (pág 6). – Haddad: criar as condições para o estabelecimento de uma Assembleia Constituinte Exclusiva (pág 6) – o mesmo modelo adotado por Chávez na Venezuela.

9. Presídios

– Bolsonaro: prender e deixar na cadeia quem tiver cometido crimes (pág 30); acabar com a progressão de pena e saída temporária (pág 32). – Haddad: enfrentar o encarceramento em massa no Brasil limitando as penas de prisão a condutas violentas e criando um Plano Nacional de Alternativas Penais (pág 33).

10. Sindicatos

– Bolsonaro: a sindicalização deve ser voluntária; é contra o retorno do imposto sindical (pág 64). – Haddad: valorização dos sindicatos e associações de trabalhadores (pág 40); distibuição de concessões de rádio e televisão para sindicatos (pág 17).

11. Drogas

– Bolsonaro: contra a liberação irrestrita de drogas ilícitas (pág 26). – Haddad: descriminalização e regulação do comércio de drogas (pág 32).

12. Ideologia de Gênero

– Bolsonaro: declaradamente contrário à ideologia de gênero (vídeo). – Haddad: articular órgãos federais, estaduais e municipais para implantar políticas de promoção da orientação sexual e identidade de gênero, além de investimento na saúde integral LGBTI+ e programas de educação para a diversidade (pág 21).

13. Aborto

– Bolsonaro: em debate realizado na RedeTV no último dia 18 de agosto, o candidato reafirmou que é contra o aborto (vídeo). – Haddad: em entrevista realizada pela Folha em 2012, Haddad afirmou que é pessoalmente contra o aborto, mas que a sociedade tem que diminuir o número de abortos e evoluir ao estabelecer políticas públicas oferencendo às mulheres condições de planejar suas vidas. A vice de Haddad, a comunista Manuela D’Avila, é declaradamente a favor da legalização do aborto, segundo ela um tema que precisa ser tratado com urgência (fonte).
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19 comments
  1. Faltou falar sobre a desmilitarização das policias (esta escrito exatamente desta forma professores esquerdistas de lingua portuguesa) e aplicação de iluminação led para diminuir a criminalidade.

    O programa de desgoverno é de chorar.

    Ta insatisfeito professor esquerdista? Vai pra Venezuela, lá você terá todo seu socialismo funcionando perfeitamente.

  2. Não sou PT, mas fico possesso com a manipulação das propostas pró Bolsonaro. Por exemplo, o vice de Bolsonaro falou na volta da CPMF e não está lá. Ele também disse na mudança da constituição por um grupo de notáveis, etc. Já foi desmentido pelo Bolsonaro, mas o Haddad também desmentiu isso (mudança da constituição) ontem na entrevista da Globo.

    1. Primeiro, ele nunca falou em “volta da CPMF”. Ao contrário, ele disse sobre redução da carga tributária, unificando impostos em um só, talvez nos moldes da antiga CPMF.
      Segundo, a mudança da constituição está no plano de governo do PT, não dá pro Haddad desmentir, por mais que ele queira. Do outro lado, Mourão deu sua opinião pessoal como um crítico da nossa atual constituição, algo que também sou. Nunca esteve em nenhum plano do Bolsonaro e ele nunca falou nada sobre isso.

  3. “[…] promoveremos a saúde integral da mulher para o pleno exercício dos direitos sexuais e reprodutivos […]”

    Ou seja aborto, mas de forma camuflada.

  4. Prezado Fransérgio, se o candidato Haddad diz que o imposto será utilizado para desestimular o processo especulativo, quer dizer que a alíquota do imposto será elevada. Atenciosamente, Nilza – sua professora de português.

  5. Monte de coisa manipulada pra parecer pior pro Haddad. Acabar com monopólio e oligopólio da mídia não é censura. Ideologia de gênero não existe. Entre outros.

    1. Acabar com monopólio é diferente de regular a mídia. Se o PT se importasse com uma mídia livre não teria sido o governo que mais financiou essas mesmas mídias, propaganda estatal tem um preço!

    2. Qual parte do “acabar com o monopólio e oligopólio” e ao mesmo tempo “criação de uma empresa pública de comunicação para expor o posicionamento do governo” você não entendeu?

    3. Ideologia de gênero não existe? Como você descreve as políticas volitadas a transgênero sabe esta ideologia não existe? O que diferencia um homem de uma mulher são os cromossomos. Se o partido do seu candidato defende até banheiro misto em escola para não constranger homens que se travestem de mulher é evidente que você está demonstrando a típica desonestidade intelectual da esquerda

  6. Falem-me sobre esse suposto “aumento do Imposto Territorial Rural (ITR) para grandes propriedades (pág 56)”, uma vez que a transcrição literal é “O Imposto Territorial Rural (ITR) será totalmente reformado e transformado em tributo regulatório de caráter progressivo no tempo. Juntamente com outros mecanismos legais, o novo ITR será voltado para desestimular o processo especulativo, as práticas predatórias ao meio ambiente e a aquisição de terras por estrangeiros.” Não está explícito o aumento.

    1. Prezado Fransérgio, se o candidato Haddad diz que o imposto será utilizado para desestimular o processo especulativo, quer dizer que a alíquota do imposto será elevada. Atenciosamente, Nilza – sua professora de português.

      1. Assim como ocorre com o IPTU progressivo, o ITR progressivo só tem o valor aumentado nos casos em que a propriedade não sirva ao seu propósito, ou seja, o ITR só aumentará de valor caso a propriedade seja comprada com fins especulativos ou outros fins que não o de propriedade rural. Caso a propriedade seja usada com o fim correto/destinado, o valor permanecerá o mesmo.
        Aprendam a interpretar texto.
        Abraços!

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